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Arquitetônica social da linguagem

Para Blommaert e Backus (2012), em um contexto pós-moderno, os sujeitos engajam-se em uma grande variedade de grupos, redes e comunidades, nos quais os recursos da língua são apreendidos por meio de táticas, trajetórias e tecnologias, em encontros linguísticos formais e informais. Essas formas de aprender uma língua nos levam a diferentes níveis de conhecimento/reconhecimento da língua, desenvolvidos em repertórios, em mobilidade que são “funcionalmente distribuídos em uma rede de competências e habilidades” (BLOMMAERT; BACKUS, 2012, p.1). Este projeto de pesquisa procura demonstrar como as dimensões dos artefatos verbo-visuais, discursos (instrucional e regulador) nos espaços formais e informais de ensino-aprendizagem estão diretamente ligados à sua forma arquitetônica de realização, defendido como arquitetônica social da linguagem -, travestida de múltiplas linguagens que medeiam a formação da consciência humana e a construção de repertórios linguísticos dos seus participantes. Para tanto, temos como objetivo investigar a verbo-visualidade presentes em distintos espaços de ensino-aprendizagem formais ou informais com o intuito de apreender a base social -, as relações de poder e controle, que propicia a voz, a identidade, o posicionamento social e a mobilidade dos seus envolvidos. Blommaert (2014), discute mobilidade como ferramenta de experiências de um contexto espaço-temporal para a construção de novas possibilidades de agir e produzir significados em diferentes contextos sócio, histórico e culturais levando em conta o uso de distintos enunciados verbo-visuais utilizados e seus graus de controle e poder. Para tanto, embasados em uma pesquisa de cunho sócio, histórico e cultural, explorando o conceito de mediação [oposredovanie] de Vygotsky (1978, 1981, 1987, 2009 [1934]), buscamos a compreensão de como se dá o desenvolvimento cultural humano e como os participantes dessas culturas são mutuamente modelados, por estarem social, cultural e institucionalmente situados. A partir das reflexões de Bakhtin (2010 [1924]) e de Bernstein (2003 [1990], 1996, 1999, 2000) outros aspectos são analisados. O primeiro autor ampara esta pesquisa com os estudos sobre forma arquitetônica, estética e gênero, nos quais buscamos entender a massa verbo-visual de um todo arquitetônico e, assim, compreender as suas interdependências, suas posições dialógicas e axiológicas na forma arquitetônica que governa a construção de uma massa verbo-visual. O segundo contribui com os estudos sobre as relações de poder e controle dentro de uma instituição, que tendem a governar as formas de comunicação ou a abrir espaços para que diferentes formas de comunicação insurjam.

 


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